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sexta-feira, 3 de agosto de 2012




Haverá lugar mais seguro no mundo, 
do que os braços de meu pai?




Sabe .. Esses dias eu estava observando meu irmão brincar com sua filha, pegando a no colo e jogando a para cima. Pensei no tanto que aquela criança confiava em seu pai, sabendo que este não teria, de hipótese alguma, coragem de deixá-la cair. Eu quando criança, gostava de subir em cima da mesa e me jogar nos braços do meu pai, porque eu tinha tanta certeza, tanta confiança de que ele não me deixaria cair, que perdia o medo ou o que quer que me impedisse de pular dali. Eu sabia que ele iria me segurar e que qualquer receio de cair era desnecessário. E sei que, se ele não estivesse ali, eu não teria coragem de pular, algo que é bastante visível. Penso que a nossa vida deve ser exatamente dessa forma. Quando estivermos diante de um problema, de uma dificuldade, ou até mesmo de algo que não temos certeza se é mesmo necessário o "pulo por medo da queda", devemos ter certeza de que o nosso PAI estará lá nos segurando em seus braços para não cairmos. Basta ter fé, porque se não der certo, Deus estará de braços abertos para nos abraçar, nos aparar e nos colocar em cima "da mesa" novamente para uma segunda tentativa. Se ele não estiver em nossas vidas para nos segurar, não vale a pena o pulo porque nós só vamos nos machucar.

JAMatos

Em homenagem ao meu querido pai, " Francisco Matos "
E uma ótima semana dos pais à todos que são ;) ~

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Então ele me disse:



Amar quem teme o amor é como se apaixonar
por uma sucessão de desistências.
M de Queiroz



- Então ele me disse "Você tem medo de amar" ..
- Sério? E o que você disse?
- Bem .. Eu lhe disse que não devemos sentir medo do que não conhecemos ..
- Ah ...
- Sem dúvidas .. O medo do ser humano é o desconhecido ..
- E ele? O que ele falou ?
- Ele disse " Eu não tenho medo do amor .. Eu tenho medo é de amar quem tem medo dele "

(...)

~ JAM



quarta-feira, 12 de outubro de 2011

o fel da solidão ..



Solidão é quando o coração, se não está vazio,
sobra lugar nele que não acaba mais.
Antônio Maria



Um abraço de alguém que ele amava, poderia ser a melhor coisa naquele momento. Ou a pior mentira. As vezes, ele pensava que não iria suportar mais se quer um minuto ali. Era como se os lugares que costumava frequentar, os amigos que costumava andar, as bebidas que costumava beber, não o satisfizesse mais. Não mais. Como se a vida que este costumava ter para se livrar do vazio de sua alma, fosse apenas algo superficial, e um tanto quanto supérfluo. E era, de fato. Todas as noites eram iguais. A saudade o incomodava. O fazia se sentir completamente sufocado, por ter mentido o tempo todo de ser alguém que de fato, nunca fora. Tudo o que teve um dia, agora, estava se desmanchando em pó. Sendo levado pelo vento. E se ele sumisse por um dia, ou por um ano ou pela vida inteira ninguém simplesmente notaria a sua falta? Sentia-se inaceitável em qualquer situação. Havia tristeza em seu olhar, e a dor aguda do vazio, o atormentava a todo instante. Como uma ferida aberta que nunca cicatrizava. Tantos sentimentos contraditórios. Tantas dúvidas, emoções que jamais vieram a tona. Palavras que nunca foram pronunciadas, seja por orgulho, por medo ou mesmo por não se importar. Seus amigos costumavam dizer que este parecia um zumbi. Sem sentimentos. Frio. Indiferente. Mal sabiam eles, que tudo o que ele queria, era um abraço. Um abraço de alguém que ele amava. Mas como poderia se sentir amado se havia esquecido o significado do amor próprio? Vivia escondendo ou pelo menos tentando esconder o coração. Como se essa fosse a melhor forma de se proteger das feridas que a vida poderia lhe fazer. Leve engano, meu caro, leve engano. A verdade é que, essa era apenas uma maneira eficiente de experimentar o fel da solidão. Para poder desfrutar do doce veneno, do nada que ele havia se tornado. Do nada que dia sim, dia não, o fazia feliz por alguns instantes. Mesmo que fosse para enganar a si mesmo. Mesmo que fosse para apostar o seu coração, num mero jogo de cartas. Ou até mesmo, a sua própria vida.


JAM
(16/09/10)

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Esquecer e perdoar ..



Não deixe de perdoar os seus inimigos ..
Nada os aborrece tanto ..
Oscar Wilde



Palavras tão fáceis de serem ditas, porém, tão difíceis de serem praticadas. É um bom conselho, é claro, mas não muito prático. Quando alguém nos machuca, queremos machucá-los de volta. Quando alguém erra conosco, queremos estar certos. Nós não perdoamos, mas queremos ser perdoados. Sem perdão, velhas feridas nunca fecham, nunca cicatrizam. E o máximo que podemos esperar é que um dia tenhamos a sorte de esquecer, porque afinal ... Esquecer é o melhor remédio. Esquecer é o melhor perdão.

Então esqueça ..

JAM

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Pois é chegado meus 20 anos




Pois é chegado meus 20 anos. Sonhos a serem realizados e outros já concretizados. Lembro-me como se fosse hoje, com meus 13 anos de idade esperando ansiosamente os meus 15 anos. Depois dos 15, meus 18 e finalmente 20. Vivi momentos jamais esquecidos, alguns no pensamento com pessoas maravilhosas. Umas ainda estão comigo, outras já se foram, no entanto, o importante é nunca esquecê-los. Mistérios a serem revelados, amores que existem, o amor dos meus pais, amigos; instrumentos de uma face feliz, retratos de cenas alegres, com sorrisos sinceros com personagens especiais para mim. Pessoas que estiveram comigo em momentos bons e outros ruins, tirando de mim os sorrisos mais sinceros, os momentos mais divertidos. Momentos estes que creio eu, levarei por toda a minha vida. Tantas brincadeiras que fizeram parte da minha infância jamais esquecida, sonhos de menina escritos em um diário com papéis brancos cheio de adesivos, com caneta cor-de-rosa que tiram de mim um sorriso de saudade, com coisas que eu me nego a acreditar que fora eu mesma que escrevi. Pois é chegado meus 20 anos. Ou melhor, 2.0, porque afinal, estou começando a criar potência (risos). Digamos que pelo menos uns 2 sonhos por dia eu realizei, outros eu idealizei. Certeza de uma vida plena e eterna com Deus, pois até aqui meu pai me guiou e continuará me guiando como eterna menina, mesmo mulher , segurando-me em suas mãos. Nas mãos dele eu descansarei, com meu futuro almejado confirmado não somente por mim, mas por aquele que suas obras são perfeitas. Obrigada meu Deus, pelos meus 20 anos e pelas pessoas que colocou no meu caminho por essa caminhada.

JAM

quinta-feira, 14 de abril de 2011

E foi ..





Se seu coração não se emocionava mais, ficou se perguntando o que estava fazendo ali. Se não sonhava mais, não planejava mais, não desejava mais, não esperava mais nada, o que ele estava fazendo ali? Não te amo mais, queria dizer à ela, pela primeira vez, sem esperar que ela sofresse com isso. Sempre quis que ela sofresse com o dia em que ele não a amasse mais. Mas justamente porque ele não a amava mais, nem queria mais que ela sofresse.

Aliás, não queria mais nada.

Só ir embora..

E foi ..


sexta-feira, 8 de abril de 2011

Esse lugar não me agrada mais ..



O dia amanhecera nublado e frio para Sally. No começo só havia o vazio. Seus olhos estavam virados para o passado, algo que ultimamente, esta havia feito com frequência. - Por que se importar com o passado? O que eu fiz, está feito - Pensava. Sentia medo. Mas medo de quê? Seus pais costumavam dizer que o medo estava no coração do homem, que o medo estava a um passo além do nosso alcance. Seria tão mais fácil se eles estivessem ali, dizendo palavras aleatórias, apenas para confortar seu coração, algo que de fato, afugentava o seu medo. Sentia-se como uma criança abandonada, sem ter a quem recorrer. E na realidade, não tinha. Descobrira que não era verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar, e nos assombra da pior maneira possível. Quisera ela voltar a ser criança, onde as coisas sempre são mais fáceis, onde havia sinceridade e tudo que recebia era com felicidade. Quer saber? Vou me embora. Pensou .. Esse lugar não me agrada mais.



J.A.Matos.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Escolhas ..


“algo tão pequeno como o rufar das asas de uma borboleta
pode causar um tufão do outro lado do mundo”


Você sempre me disse que a sua maior frustração foi não poder voltar atrás e fazer tudo diferente. Sempre ficou murmurando pelos cantos as escolhas erradas que tomou e ignorando as coisas boas que lhe aconteceu ao longo do tempo. Ignorava a experiência que adquiriu com os mesmos, as pessoas que conheceu que se "tivesse acertado" não as teria conhecido. Eu sempre me perguntei o porquê de você sempre ficar reclamando e reclamando ao invés de fazer tudo diferente, seguir um novo rumo, e fazer as escolhas certas. Mas será que existem escolhas certas? É possível saber, já no primeiro passo, qual o melhor caminho a ser tomado sem errar uma única vez ? Se você não tivesse errado, você não saberia se estava certo ou não. Uma vez me disseram que, por causa de uma escolha errada, uma palavra errada, nós podemos colocar tudo a perder. Como diz a teoria do Caos que “algo tão pequeno como o rufar das asas de uma borboleta pode causar um tufão do outro lado do mundo”. É o fenômeno chamado “efeito borboleta”. Então, em outras palavras, quer dizer que uma pequena ação hoje pode ter consequências gigantescas no futuro, ou seja, o que você planta, você colhe. Se você plantar amor, você colherá amor, se plantar ódio, colherá ódio, etc. Então será que realmente vale a pena testar esses caminhos? Claro que seria ótimo se fosse possível testar os caminhos antes de tomá-los definitivamente, andar um pouco e voltar novamente ao início. Será que a vida seria melhor se pudéssemos manipular as ações tomadas no decorrer do tempo? Mistério ...


" A estrada de mão única do Tempo não nos permite perceber
quais escolhas são certas ou quais são erradas. "


Juliana de Alencar

domingo, 23 de janeiro de 2011

Uma declaração de amor.


Bem, não sei exatamente porque estou escrevendo esse texto, quer dizer, não sei porque nunca escrevi um texto sobre você. Você sempre foi o meu melhor amigo, talvez o único homem que me amou. E eu nunca te escrevi nem uma frase num guardanapo sujo e amassado. Talvez eu tenha escrito, mas na realidade, nunca parei de verdade para escrever uma coisa sobre você. Ontem, quando me deitei, eu pensei em você. Me toquei de que você estava presente em todos os momentos da minha vida, sendo eles bons ou ruins. Lembrei de uma vez que eu estava triste, não me recordo ao certo do motivo, mas sei que você me abraçou e disse que ia ficar tudo bem. Disse que me amava. Eu não me lembro qual foi a última vez que eu disse que o amava, de certo modo, não me lembro de uma única vez ter lhe dito algo do tipo, mas me lembro de todas as vezes que você disse com amor e ternura o quanto me amava. E eu nunca dei importância. Confesso, que nos últimos dias, estava sentindo a sua falta. Você estava indiferente e eu um pouco distante. Eu sei que você nunca desistiu de mim, mesmo eu dando os maiores motivos do mundo, sendo essa pessoa complicada que eu sou. Você foi o único que entendeu esse meu jeito estranho e desconexo, e de fato, sempre foi o único que me aceitou do jeito que eu sou. Sempre me deu os melhores conselhos do mundo mesmo eu não dando a menor importância para nenhum deles. Pois eu sabia que sempre que eu precisasse de algo, você seria o primeiro a estender a mão para me ajudar. Porque me amava. E mesmo que eu estivesse errada e não merecesse um pingo de sua atenção, você ignorava isso e abraçava a minha causa. De certa forma, eu me nutria disso. Me aproveitava. Mas foi então que um dia eu acordei e percebi que estava fazendo tudo errado. Estava sentindo a sua falta. Precisava me encontrar com você, ouvir a sua voz me dizendo que estava tudo bem. Mas não o encontrei. Entrei em desespero e foi quando eu resolvi ir na sua casa. De início, eu fiquei sem graça, não queria que achasse que eu estava ali por interesse ou alguma coisa do tipo. Dessa vez era diferente. Mas você, como sempre me abraçou, me acolheu e disse que estava com saudades de mim. Isso me constrangeu! Me constrangeu, porque eu queria que você me xingasse e me mandasse embora para largar de ser tão arrogante e mal agradecida da forma que somente eu sei ser. Talvez, eu me sentiria melhor assim. Mas você me abraçou. Parece que sabia que eu ia ao seu encontro, de uma forma diferente. Me desmanchei em lágrimas, como nunca havia feito antes. Não estava esperando tal recepção.


Foi então que eu disse pela primeira vez, que eu te amava.
Foi então que eu resolvi escrever esse texto e dedicá-lo a você,
para que todos saibam o quanto eu te amo..









é, eu te amo Jesus .

Juliana de Alencar.



terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O que é companheirismo?

Alguém sabe?



' Então, vou lhes contar um caso que outrora aconteceu comigo. Há uns sete anos atrás, quando eu tinha uns doze ou treze anos, lembro-me que estava indo para a escola. Naquela época, eu estudava em Taguatinga - DF, acordava todos os dias cedo para ir para o curso de inglês, que era na mesma cidade e finalmente ia andando para a escola. Certo dia, seguindo a minha rotina, fui andando para a escola. Chovia à beça! E eu, como sempre, sem guarda-chuva, algo que não é novidade, fiquei debaixo de uma parada junto com algumas pessoas de meu curso e escola. Estava cheia de livros, inclusive da biblioteca da escola, logo não podia molhar, então sem muitas opções tive que esperar um pouco. Ao meu lado, havia um cachorro vira-lata preto, raquítico, ao ponto de poder contar os ossos de suas costelas. Estava todo molhado e tremendo de frio. Eu, que não posso ver cachorro, não sei porque, assobiei e estalei os dedos como quem não quer nada. Não imaginava que aquele cachorro me daria atenção, entretanto, me enganei. O coitado, tremendo de frio, ainda se levantou e veio para mais perto de mim, abanando o rabo. Eu ainda passei a mão em sua cabeça e ele olhava para mim como se eu tivesse algo para lhe dar de comer. Eu não tinha nada ali. Uma colega do meu curso, que estudava na mesma escola que eu, me olhava como se eu tivesse feito algo banal. " Não sei como você tem coragem de pegar nesse animal, deve estar cheio de doenças". Eu não me importei. Enquanto isso, a chuva estava mais baixa, somente chuviscando. Dava para continuar o meu caminho. O cachorro que estava do meu lado me viu saindo e veio correndo ao meu encontro. Não sei porquê, mas ele estava querendo me seguir. E mais uma vez, ouvi uma outra piadinha " Está vendo, foi dar ousadia". Não me importei novamente. Eu não tinha nada para ele, tinha apenas algumas moedas e não dava para comprar nada. Perto da parada tinha uma padaria, foi então que eu tive a grande idéia de comprar um pão para aquele cachorro. Comprei um. Melhor um do que nada. Ele de início, cheirou e abanou o rabo para mim. Eu podia jurar que ele estava sorrindo. Ele colocou o pão na boca e ficou me olhando ainda abanando o rabo. Eu imaginava uma outra cena, que eu daria o pão para ele e ele engoliria numa só "bocada" "NHAC"! ( risos), foi nesse momento que algo me surpreendeu. O cachorro, ao invés de comer o pão, atravessou a pista e deitou do lado de uma mulher, muito pobre por sinal, sentada do outro lado da rua coberta com um lençol fino e alguns papelões do lado. Foi aí, que eu pude perceber que o cachorro pertencia à ela. O mesmo colocou o pão no chão e começou a latir, como se estivesse dando aquele pedaço de pão para ela. Eu confesso que aquela cena me chocou. Fiquei pasma, como nunca tivera ficado em toda a minha vida, mesmo sendo tão nova e não ter vivido quase nada. Aquele animal preferiu ficar com fome, do que deixar o seu dono com fome. Naquele dia, eu aprendi o significado de companheirismo. Naquele dia eu descobri até que nível pode ir a lealdade de um animal pelo seu dono. Uma vez, eu li em um livro que dizia que cães não precisam de carros luxuosos, casas grandes ou de roupas chiques. Água e alimentos já são o bastante. Um cachorro não liga se você é rico ou pobre. Esperto ou não. Inteligente ou não. Dê o seu coração e ele dará o dele. De quantas pessoas podemos dizer o mesmo? Quantas pessoas fazem você se sentir raro, puras e especiais? Quantas pessoas nos faz sentir... extraordinários?
Juliana de Alencar.


Companheirismo: Lealdade entre duas pessoas que se dispõe a caminhar juntas, relacionamento, cumplicidade, fidelidade, lutar pelo mesmo propósito, andar juntas na mesma direção, almejando o mesmo sonho, o mesmo alvo, ter um só coração, confiança,respeito, união, casamento, admiração.

Se dispor a caminhar junto com o amigo, namorado, marido, haja o que houver.
Pagar o preço por aquele vínculo estabelecido.

E você? Tem sido companheiro nos últimos dias?

J.A.Matos.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Uma vez me disseram ...



“Se tens um coração de ferro, bom proveito.
O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia.”
José Saramago


Uma vez me disseram que sentimentos se perdem nas palavras e que estes deveriam ser transformados em ações. Em ações que tragam resultados. Entretanto, não me disseram que as vezes é tão difícil demonstrar certos sentimentos à algumas pessoas, porque estas não conseguem perceber isso através de demonstrações. E naquele momento, nós podemos perceber que não importa o que dissermos, um "eu te amo" soaria tão superficial, tão vago .. Não faria diferença alguma. De que adiantaria dizermos à essa pessoa que a amamos, se as nossas atitudes não lhes mostram isso? Isso é tão patético.

Uma vez me disseram que você não pode abrir o coração de outros, a menos que abra o seu. Isso é tão problemático... Como poderá uma pessoa abrir o seu coração se não tiver certeza que a outra também o fará? Muitas pessoas que eu conheço, ou até mesmo eu, agimos como se fôssemos o homem de lata. O mesmo vivia pela sua busca incansável por um coração. Pelo amor. Entretanto, nós não nos damos conta de que também somos "homens de lata". Buscamos incansavelmente um coração, um amor, porém, vivemos escondidos atrás das nossas armaduras. Das nossas máscaras. Temos um coração de ferro. Vivemos com sentimentos enferrujados e atitudes erradas que fazem com que as coisas certas tomem um rumo diferente tornando se coisas erradas. E o que era certo, acaba sendo duvidoso.

Uma vez me disseram que pessoas que demonstram fácil os seus sentimentos, acabam se tornando pessoas fracas e tornam-se vulneráveis à aquilo. Isso pode até ser verdade. Porque todas as pessoas que sabem o que você sente, um dia podem até usar isto contra você. Mas isso, não quer dizer que você deva se fechar em sua armadura e virar um homem de lata para sempre. Porque até mesmo o homem de lata, assumira que o mesmo precisava de um coração. E lembre-se, você é feito de carne. Não de lata. Mesmo que sangre, mesmo que seja dilacerado, não quer dizer que seja o fim. Se for, melhor do que ficar enferrujado no mesmo lugar para sempre.


Juliana de Alencar.


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Apenas um sonho?




' Ela estava perdida em uma tempestade de neve. O vento assobiava tirando pedacinhos de gelo que vez ou outra espetavam os seus olhos. Foi cambaleando, os pés afundando em camadas daquela brancura fofa. Gritava por socorro, mas o vento não deixava que os seus gritos fossem ouvidos. Caiu e ficou ofegante na neve, perdida naquela imensidão branca, com o vento soando nos seus ouvidos. Olhava para trás, por onde havia passado, vendo que a neve estava apagando as suas pegadas. ‘agora sou um fantasma’ pensava. , ‘ um fantasma sem pegadas’. Voltou a gritar por socorro, com a esperança sumindo como as marcas dos seus passos. Desta vez, porém, houve uma resposta longínqua. Projetou os olhos com as mãos e deu um jeito de sentar-se na imensidão gelada. Além das cortinas flutuantes de neve, a mesma tinha a breve visão de algo se movendo. Um borrão de cor. Uma forma familiar se materializava vindo em sua direção. Tentou olhar nos olhos da criatura, mas nada via. Tremendo de frio, a mesma contraiu os olhos para que assim pudesse ver melhor. Nada viu. Apenas a sua imagem nítida no gelo, como se fosse um espelho. Uma embaçada silhueta. Focou os olhos em seu rosto. Um rosto pálido, sem vida. Aquele não era o seu rosto. Talvez a poeira de seu passado dolente pudesse inibir aquele momento de pura alucinação. Mas que diabos ela estava fazendo ali? Estava sonhando? Como aquele rosto pálido e sem vida sorria para ela agora? Um sorriso debochado, de desprezo. Aquela não era ela! Seria então o que ela havia se tornado? O que ia se tornar? O que era aquilo?! Como que de súbito, aquela imagem que outrora julgava ser a mesma, apontava um dedo para ela. E tudo ficou tão ofuscado, tão escuro. Acordou então, ofegante. A perfeição do antigo sonho era incomparável a qualquer pesadelo que já tivera até então. Abriu os olhos e viu só o escuro no quarto abafado. Queria dormir novamente, perder os sentidos completamente ou senti-los mais intensamente ... era inexplicável! Não queria estar no quarto.
O medo. Aquela fina linha que segurava seus pés no chão. A garota tinha medo de que esta se partisse e o mundo fosse para baixo com ela. Não era um medo comum. Não era aquele medo que sentimos diante de um perigo. Era o medo que sentimos por acordar todos dias. O medo de ter que se levantar. De sentir qualquer tipo de dor. Um medo especial e pior que o verdadeiro medo.
Queria continuar dormindo, porque assim talvez, pudesse sonhar, e mais aprofundadamente, fazer parte do irreal que sentia todos os dias. Que era viver nesse mundo de hoje.

Um mundo tão complicado ..

J.A.Matos.

Eu nunca deixo ...





(...)

Eu nunca deixo de procurar você.
Eu nunca deixo de acreditar que você exista,
e eu nunca deixo de acreditar que você
faz o mesmo a minha espera.


Porque você me amou primeiro.


Porque Deus amou o mundo de tal maneira
que deu o seu filho unigênito,
para que todo aquele que nele crê não pereça,
mas tenha a vida eterna.

domingo, 28 de novembro de 2010

Amores impossíveis ...


Desculpem o trocadilho infame, mas a vida é feita de altos e baixos. Altos, fortes, morenos e sensuais, aqueles possíveis e é claro .. aquele baixinho, raquítico, meio esquisito, que não sai da sua cabeça.
(Tati Bernadi)

Claro, a teoria da conspiração tem que prevalecer. Correto?

E nada melhor do que um jogo de impossibilidades para esquentar uma paixão. Nesses jogos você tem espaço para criar a história como quiser, ganha poder, inventa, aperta pause, reseta, recomeça, brinca, pula. Ele é seu. Seu personagem. Você que controla ele. Você que decide o que tem que fazer, o que tem que conquistar. Mas, antes de tremer as pernas pelo inconquistável e apagar as luzes do mundo por um único brilho falso, olhe dentro de você e pergunte:

estupidez, masoquismo ou medo de viver de verdade?

Talvez, o " último chefão", seja você mesmo. As suas incertezas, o seu medo, o seu egoísmo. Nós somos nossos maiores inimigos e em cada fase de nossa vida, nós temos que vencer um desses problemas, caso contrário, como conseguiremos vencer? Como seremos felizes? Como saberemos se não dará certo se não tentarmos? Se não agirmos?

Há certas coisas na vida que você não precisa entender. Você precisa agir, precisa sentir, viver. Por isso, aja mais, fale menos, sinta mais, aproveite cada minuto como se fosse o último, ame o outro como a você mesmo, perdoe, arrisque mais, e com o tempo .. Tudo aquilo que você não entendia, se tornará óbvio. Tão óbvio, que se tornará patético. E você pensará " Caramba, como eu não percebi isso antes? "

Afinal .. O que é a vida, se não apenas um jogo de sobrevivência,
ao qual você não sairá vivo dela?
Se tornarmos algo impossível, isso de fato, será impossível.
As coisas se tornam mais acessíveis quando acreditamos nelas ..
Porque como diria Renato Russo .. "Quem acredita sempre alcança "
Apenas VIVA!

Juliana de Alencar.


Abra o vidro do seu coração,
o amor, gera atitude,
comece a agir, chega de falar.
Só com palavras, não se pode mudar.
(Oficina G3)

Quase perfeito ..


Quase perfeito, é muito medíocre ..

" Não, eu não quero ser medíocre, não. Deus não me deu esse estômago enjoado, essa alegria encantada de vida e esse coração disparado à toa. Não me deu esses olhos que muitas coisas vêem e muitas coisas ignoram. Não me deu essa boca que muita coisa tem pra falar mas sempre se cala. Eu devo ser especial. Eu devo ter algum talento. Não, eu não quero ser medíocre, não eu não quero desistir, não quero optar pelo caminho mais fácil, não quero que a energia negativa me enterre. Faltava um romance entre a gente, falsamente preenchido por filmes e músicas românticas. Faltava um cansaço de prazer que me desse preguiça de olhar para outros homens. Eu não sei se ele existe, da mesma forma que eu não sei se um dia serei uma grande redatora. Só sei que estou preparada para quebrar a minha cara, embora eu sempre tenha fugido dessas responsabilidades. Porque afinal .. eu posso ser tudo nessa vida, mas eu não sou medíocre."

texto adaptado.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Eu não tenho um cérebro...


Espantalho: - Eu não tenho um cérebro... só tenho palha.
Dorothy: - Como você pode falar se você não tem um cérebro?
Espantalho: - Eu não sei... Mas algumas pessoas sem cérebro falam de monte... não é?
Dorothy: - É, eu acho que você está certo.."


O mágico de oz.

Realmente, existem muitas pessoas por aí que falam demais.
Agora você já sabe o porquê.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Recordei-me ..

Ontem a noite, após chegar da casa de uma grande amiga, ao qual admiro bastante, sentei-me no sofá de minha casa, olhando para a televisão sem ver. Comecei a pensar em assuntos que tivera logo cedo com a mesma. Assuntos nostálgicos, de nossa época de escola. Assuntos estes, que fez com que eu me recordasse rapidamente de todas as pessoas e coisas que perdi. Certas coisas que, por ainda não estar preparada para as mesmas, ou por ainda ter muita curiosidade de mundo e dificuldade em ser permanente ou até mesmo, por ser uma pessoa inconstante, não sei ao certo.
Recordei-me de amigos e parentes distantes. Amigos que eu julgava meus melhores amigos na época, e que hoje, passam por mim e nem me dão "bom dia". Lembrei d'aqueles que eu sempre deixo pra visitar depois porque moram muito longe ou acabaram se tornando pessoas muito diferentes de mim. Ou, até então, por terem feito escolhas diferentes das minhas. Sempre penso " Não, depois eu passo lá, agora não dá, que tal amanhã? Depois eu ligo! " Sempre penso “mês que vem terei contato com eles .. Mas .. E se não tiver mês que vem? Como eles um dia saberão que de alguma forma, foram importantes para mim?
Terei eu então, uma outra oportunidade?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A Lua ...


Eu lembro como se fosse hoje

Seu cabelo ruivo,

suave como seda

Sendo espalhado pelo ar

Seu rosto,

como sempre belo,

causava meu desejo

Com olhos que me atraíam fatalmente

Que me perseguiam

Que sabiam de meu desejo

Brilhantes,

pela luz da Lua

Lua que presenciou o crime


Apenas a Lua

Lua que não podia gritar por mim

Lua que já deve ter presenciado esse crime mil vezes

Lua que por séculos eu vejo

Aquela Lua que me viu

E não me ajudou

Lua que hoje vê a mim cometendo o mesmo crime

Lua que não te ajudará também ..

minha criança. .


sábado, 23 de outubro de 2010

Quanto tempo demora?



- Não sei. Um pouco. .
- Não tem importância. Posso esperar. É que nem maçã ácida..
- Maçã ácida?

- Um dia, quando eu era bem pequenininha mesmo, subi em uma árvore e comi uma daquelas maçãs verdes e ácidas. Minha barriga inchou e ficou dura feito um tambor. Doeu à beça. A mãe disse que, se eu tivesse esperado as maçãs amadurecerem, não teria ficado doente. Agora, quando quero alguma coisa de verdade tento lembrar do que ela disse sobre as maçãs. E me lembro daquele dia, porque mesmo que tivesse demorado, eu não teria ficado doente. Depois daquele dia, eu aprendi a esperar. Mesmo que demore, o tempo será recompensado. Sempre quando quero muito uma coisa,

" eu espero as maçãs amadurecerem".


J.A. Matos.

Adaptação, caçador de pipas.

Hoje me refiz ..




Saí nas ruas com um sorriso enorme estampado no rosto. Garanti a mim mesma que tudo estava bem. É claro. Sempre esteve. Eu acho. Ninguém , entretanto, pôde imaginar que naquele momento, a vontade que eu tinha era de gritar. Mas não de alegria, se é que me entende. Tem vezes que é tão gratificante enganarmos a nós mesmos . . . tão simples. Ninguém nunca sabe o que se passa dentro de nós. É claro, por que houvera de saber? Nada mais importa. Não mesmo. E por que eu me importaria?

Porque é a minha vida que está em jogo . .


Juliana de Alencar.