sábado, 11 de setembro de 2010

Não pode chover o tempo todo ..



.. O céu não pode cair para sempre. E embora a noite pareça longa, suas lágrimas não podem cair eternamente. ''
Eram estas palavras que Sophia lembrava-se todas as vezes que passava por aquela praça. Bem sabia que isto lhe fazia mal, já que a cada momento, a cada lugar, a cada cheiro ou qualquer som, lembrava-se dele. Mas parece que esta não queria livrar-se desses sentimentos obscuros, já que só fazia coisas que pudessem lembrar-se de seu amado. Sentia-se cansada e adormecida em um oceano profundo. Ela não queria chorar, mas naquele momento permitiu que chorasse e dissesse que o amava. Bem sabia que não ganharia nada com isso. Havia feito uma promessa pra ela mesma, de que não choraria por ninguém. Mesmo que isso lhe partisse o coração. Mas ela o amava. E Deus sabe que queria odiá-lo. Mas como poderia odiá-lo tanto, se ainda não o amasse? Havia vivido cada momento especial ao lado dele, ao qual não vivera com nenhuma outra pessoa. Fechara os olhos lentamente, sentindo uma suave brisa beijar o seu rosto fazendo com que seus cabelos ruivos dançassem com o passar deste. A ausência dele a matava. Aos poucos, ela sentia que estava caindo em um buraco negro. Um buraco negro, ao qual somente ele poderia tirá-la de lá. Mas ele não iria. E ela sabia disso. Só quem poderia fazer isso era ela mesma. Uma lágrima cristalina deslizava sobre o seu rosto pálido. Até quando ela iria continuar a pensar nele? Até quando ela iria viver na escuridão, sem ao menos uma luz para guiá-la até o seu caminho? Sentia-se perdida, já que o seu farol já não estava mais ali, e, na ausência da luz, o que prevalece é a escuridão, não é mesmo? Sentia que não teria forças para se erguer do chão. Como ele teve coragem de fazer isso com ela? Apesar dele ter ido embora, havia deixado uma parte dele dentro dela. Isso a entristecia. Cada vez que olhasse para aquela criança, iria se lembrar dele. E ela não queria isso. Apesar de ama-lo. Sempre fora decidida. Sempre conseguira controlar os seus sentimentos, mas e agora? Por que se sentia tão frágil? Seus amigos não a entendiam. Por que houvera de entender? Ninguém havia passado pelo o que ela passou, ou melhor, pelo o que ela está passando. Ninguém, na realidade, se importava com os seus sentimentos. Um bando de hipócritas! Pensava. Sophia estava decidida naquela noite, antes de ele ir embora, a lhe dizer que estava grávida. Porém, não teve oportunidade. E nunca terá. Se tivesse tido oportunidade, teria pedido para ele ficar em casa naquela noite. Se tivesse previsto de que ele a deixaria, teria lhe implorado para não entrar naquele carro. SE soubesse. Em parte, a culpa era sua. Bem sabia.
Colocou sua mão direita no bolso de seu sobretudo, tirando uma rosa vermelha. Levou-a até os seus lábios rosados, plantando um suave beijo ali. Caminhou lentamente até o banco da praça, aonde o conhecera. Tinha boas lembranças daquele Lugar. Colocou a rosa em cima do banco, fitando - a por uns instantes. Era como se naquele momento, ela sentisse a sua presença. Como se ele estivesse sentado naquele banco. Por um momento, esboçou um suave sorriso, porém tristes dentre os lábios, proferindo os seguintes dizeres:

- Embora você não esteja mais aqui .. O meu amor e os meus desejos permanecem inalterados. Eu sempre me lembrarei de você. Como uma criança pobre, que não esquece do seu primeiro brinquedo. Brinquedo este ao qual ela almejou tanto para ganhar. Você será o meu eterno amor .. E eu, eu serei eternamente sua ..

Descanse em paz ... Meu amor.

.. Darling, you know I will love you 'til the end of time ..

Juliana de Alencar.


4 comentários:

Ingrid Rodrigues disse...

curtiu heim , fzd essa estória' kkk

Ingrid Rodrigues disse...

porque não? rsrs

Anônimo disse...

história interessante. =))

Juliana Matos disse...

' Contos de Juliana de Alencar. rsrs

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